A Check Point Software Technologies anunciou a ampliação das capacidades do Check Point Infinity Playblocks, com foco na automação aberta e na integração entre diferentes sistemas de TI e cibersegurança. A novidade marca um avanço estratégico da empresa ao adotar a abordagem “Open Garden”, que permite a conexão livre entre plataformas por meio de APIs, sem restrições proprietárias.
Com a inclusão dos recursos API Request Step e Webhook Trigger, o Infinity Playblocks passa a eliminar barreiras tradicionais de integração, conectando de forma fluida ferramentas de segurança, ambientes de TI, serviços em nuvem e aplicações corporativas.
Automação aberta para ambientes de segurança complexos
As equipes de segurança operam, cada vez mais, em ecossistemas heterogêneos, compostos por soluções como SIEM, plataformas de ITSM, controles de rede e aplicações em nuvem. Nesse contexto, a automação precisa ser flexível e interoperável.
As novas funcionalidades do Infinity Playblocks foram desenvolvidas para atender a esse cenário, permitindo a criação de fluxos de automação de ponta a ponta sem dependência de conectores nativos ou integrações limitadas.
Do fluxo fechado ao ecossistema integrado
Criado para transformar detecções de segurança em ações automáticas de prevenção, o Infinity Playblocks evolui para um modelo que prioriza a integração total do ecossistema. A abordagem “Open Garden” responde à demanda das organizações por automações que se comuniquem livremente com diferentes sistemas de segurança e TI, independentemente do fornecedor.
Webhook Trigger conecta eventos externos em tempo real
O recurso Webhook Trigger permite que sistemas externos acionem automaticamente os fluxos do Infinity Playblocks por meio de chamadas HTTP. Com isso, eventos gerados por soluções de SIEM, pipelines de CI/CD, serviços em nuvem ou aplicações personalizadas podem disparar respostas de segurança em tempo real.
Entre os benefícios estão o acionamento direto de automações a partir de alertas de terceiros, a substituição de gatilhos internos por sinais externos, o uso de Webhooks em Playblocks prontos ou personalizados e integrações seguras com autenticação e mapeamento de payload. Na prática, o Infinity Playblocks passa a atuar como um hub central de automação em tempo real.
API Request Step amplia a atuação da automação
Enquanto o Webhook Trigger traz eventos externos para dentro da plataforma, o API Request Step permite que os fluxos de automação se comuniquem com sistemas externos. O recurso possibilita o envio de requisições HTTPS para qualquer serviço baseado em API diretamente a partir do Playblocks.
Com isso, as empresas podem integrar sistemas sem conectores nativos, criar ou atualizar tickets em plataformas de ITSM, realizar chamadas a APIs internas ou de parceiros, coletar dados de serviços em nuvem ou know SaaS e enviar atualizações para ferramentas de SIEM, SOAR e operações de segurança.
Resposta automatizada sem silos operacionais
Em um cenário demonstrado pela Check Point Software, uma tentativa de ataque é detectada por um SIEM, um Webhook aciona o Infinity Playblocks, o endereço IP malicioso é bloqueado automaticamente nos gateways de rede, um ticket é criado no sistema do cliente via API e a equipe de SOC recebe uma notificação completa. Todo o processo ocorre de forma integrada e sem intervenção manual.
Com a introdução do API Request Step e do Webhook Trigger, o Infinity Playblocks passa de um mecanismo de automação para uma camada central de integração em todo o ecossistema de segurança. Entre os ganhos estão maior liberdade de integração, respostas mais rápidas baseadas em eventos e menor dependência de conectores proprietários.
Segundo a Check Point Software, essas novidades representam os primeiros passos da visão “Open Garden”. A empresa afirma que seguirá expandindo as capacidades do Infinity Playblocks para integrar, orquestrar e automatizar processos em ambientes de segurança e TI, reforçando a importância de ecossistemas conectados no enfrentamento das ameaças digitais.





