A Cisco divulgou os resultados do Data and Privacy Benchmark Study 2026, revelando mudanças significativas na forma como organizações abordam privacidade e governança de dados diante da adoção crescente de inteligência artificial. No Brasil, 95% das empresas ampliaram programas de privacidade e 91% planejam novos investimentos, refletindo a importância da proteção de dados para escalar a IA de maneira responsável.
Privacidade e confiança impulsionadas pela IA
O estudo, realizado com 5.200 profissionais de tecnologia e segurança em 12 países, mostra que a IA é o principal catalisador da expansão dos programas de privacidade. No Brasil, 98% das organizações consideram que estruturas robustas de privacidade permitem agilidade e inovação em IA, enquanto 97% afirmam que a privacidade é essencial para construir confiança com clientes.
“A IA está forçando uma mudança fundamental no panorama de dados, exigindo uma governança holística de todos os dados – pessoais e não pessoais. As organizações precisam estruturar seus dados para garantir que toda decisão automatizada seja explicável. Não se trata apenas de compliance, mas de um motor essencial de escala para a inovação em IA”, afirma Jen Yokoyama, vice-presidente sênior de Inovação Jurídica e Estratégia da Cisco.
Governança de dados em evolução
Embora 3 em cada 4 empresas globais possuam um órgão dedicado à governança de IA, apenas 12% consideram suas estruturas maduras, sendo 20% no Brasil. Além disso, 73% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para acessar dados relevantes e de alta qualidade de forma eficiente, evidenciando a necessidade de melhor higiene de dados, supervisão e transparência.
O estudo também aponta que a confiança deixa de ser estabelecida apenas pelo cumprimento de requisitos regulatórios. No Brasil, 57% das organizações afirmam que comunicar claramente como os dados são coletados e utilizados é a forma mais eficaz de gerar confiança.
Desafios globais de fluxos de dados
A crescente demanda por localização de dados impacta a prestação de serviços integrados. No Brasil, 88% das empresas enfrentam exigências por localização de dados, enquanto 76% defendem regras internacionais mais harmônicas para transferências seguras e eficientes. Segundo Harvey Jang, vice-presidente e diretor de privacidade da Cisco, “a consistência global é uma necessidade econômica para garantir que os dados possam fluir de forma segura, mantendo elevados padrões de proteção, essenciais para a confiança”.
O estudo indica que organizações devem investir em infraestrutura robusta de dados, incorporar privacidade e segurança em todas as iniciativas de IA, estabelecer governança sólida e capacitar equipes. Tais medidas são essenciais para construir confiança, reduzir riscos e impulsionar inovação responsável na economia digital orientada por IA.




