A combinação entre o apelo emocional da Páscoa e o cenário econômico desafiador abriu espaço para o avanço de fraudes digitais no Brasil. Um levantamento da DANRESA aponta que o aumento de 24,7% no preço dos chocolates nos últimos 12 meses tem sido explorado por criminosos para atrair vítimas com falsas promessas de brindes.
Em busca de economia, muitos consumidores acabam negligenciando práticas básicas de segurança digital, tornando-se alvos mais vulneráveis a golpes.
Golpes se espalham rapidamente pelo WhatsApp
Segundo a análise, os ataques se disseminam com velocidade por meio do WhatsApp, utilizando o nome de grandes marcas para oferecer ovos de Páscoa gratuitos. Para receber o suposto benefício, as vítimas são induzidas a preencher pesquisas e compartilhar o link com seus contatos.
A estratégia amplia o alcance da fraude ao explorar a confiança entre usuários. Ao encaminhar a mensagem, a própria vítima contribui para legitimar o golpe dentro de sua rede de contatos, dificultando a identificação da ameaça.
Fraudes combinam roubo de dados e prejuízo financeiro
Além da coleta indevida de dados, o levantamento aponta que os golpistas solicitam o pagamento de taxas de frete inexistentes via PIX, gerando prejuízo financeiro imediato antes mesmo da percepção do golpe.
A abordagem combina engenharia social e mecanismos de propagação em massa, tornando as campanhas mais eficazes e difíceis de conter.
Riscos também atingem o ambiente corporativo
O impacto dessas fraudes vai além do ambiente doméstico e pode atingir empresas, especialmente com o uso de dispositivos pessoais no trabalho e o acesso ao WhatsApp Web em computadores corporativos.
De acordo com Daniel Porta, CISO da DANRESA, práticas inseguras ampliam o risco de incidentes mais graves. “Um clique imprudente pode evoluir para o sequestro de contas corporativas e o acesso não autorizado a sistemas em nuvem. Isso ocorre principalmente quando colaboradores reutilizam senhas pessoais em ambientes de trabalho”, explica.
Conscientização e monitoramento são essenciais
O especialista reforça que a prevenção depende de uma postura constante de atenção por parte dos usuários. A recomendação é evitar o acesso a links recebidos por mensagens e sempre verificar promoções nos canais oficiais das marcas.
No ambiente corporativo, a orientação inclui o reforço no monitoramento de acessos e investimentos contínuos em conscientização das equipes. “Em períodos sazonais, a segurança digital deixa de ser um detalhe técnico para se tornar um esforço coletivo de prevenção”, conclui.





