A SONDA anunciou o lançamento da estratégia regional AI First, uma plataforma que integra inteligência artificial diretamente às operações corporativas, com foco em apoiar a tomada de decisão e automatizar processos críticos.
A proposta da companhia é transformar a IA em uma capacidade operacional, conectando dados, sistemas e fluxos de trabalho por meio de agentes virtuais, análise avançada e robótica, permitindo que a tecnologia deixe de atuar apenas como suporte analítico e passe a executar ações dentro das organizações.
Plataforma combina agentes, dados e robótica
O modelo AI First é estruturado em três pilares principais. O primeiro, chamado AgentIA, utiliza agentes inteligentes capazes de automatizar processos de negócio e executar tarefas integradas a plataformas como ERP e CRM.
A segunda vertente, Analytics, transforma grandes volumes de dados estruturados e não estruturados em inteligência acionável, permitindo antecipar falhas, otimizar processos e acelerar decisões.
Já o terceiro pilar, RobOps, leva a inteligência artificial ao ambiente físico, com uso de robôs autônomos, drones e sensores para monitoramento em tempo real de infraestruturas críticas.
“Os agentes virtuais decidem, a análise de dados aporta inteligência e a robótica executa no mundo físico, permitindo que a tecnologia deixe de ser apenas uma ferramenta analítica e se torne parte ativa do fluxo de trabalho diário”, explica Haniel Muniz, head de Data & AI na SONDA do Brasil.
Aplicações em operações críticas
Um dos principais casos de uso da plataforma está em operações industriais e serviços essenciais. Em ambientes como subestações elétricas, redes de água e mineração, robôs quadrúpedes e drones autônomos realizam inspeções de rotina com apoio de sensores térmicos, câmeras de alta resolução e sistemas de navegação.
Esses dispositivos são capazes de identificar anomalias como superaquecimento, vazamentos e vibrações fora do padrão, gerando alertas com dados para suporte à tomada de decisão.
“O robô não ‘adivinha’. Ele detecta anomalias a partir de sensores e modelos analíticos que classificam a severidade de um evento e fornecem informações confiáveis para a tomada de decisão”, ressalta Muniz.
Para lidar com desafios como conectividade em ambientes industriais ou regiões remotas, a arquitetura da solução combina computação em nuvem, edge computing e infraestrutura local. O objetivo é garantir a continuidade das operações mesmo em cenários de instabilidade de rede.
Movimento marca avanço na maturidade da IA
A iniciativa reflete uma mudança no uso da inteligência artificial na América Latina, que passa de projetos isolados para plataformas integradas ao core das operações. A expectativa é apoiar setores como energia, finanças, varejo e governo, onde decisões operacionais são tomadas em grande escala diariamente.
Segundo a IDC, o impacto econômico global da inteligência artificial pode superar US$ 22 trilhões até 2030, o equivalente a 3,7% do PIB mundial. Já a Linux Foundation estima que a América Latina tem potencial para injetar até US$ 1 trilhão na economia até 2038, evidenciando uma oportunidade estratégica para ampliar a adoção da tecnologia.





