A Cisco divulgou seu primeiro relatório global sobre o estado das redes sem fio, apontando que o Wi-Fi se tornou um elemento estratégico para geração de valor nas empresas. Segundo o estudo, investimentos em wireless estão diretamente ligados ao aumento de produtividade, engajamento do cliente e crescimento de receita.
O levantamento, baseado em entrevistas com mais de 6 mil profissionais em 30 países, destaca que organizações que priorizam redes sem fio de forma estratégica alcançam resultados superiores em comparação aos seus pares.
Crescimento impulsionado por IA e IoT
O avanço da inteligência artificial, da Internet das Coisas e de aplicações de alta demanda, como streaming em 4K e realidade virtual, tem acelerado a modernização das redes sem fio. Como resultado, 80% das organizações globais aumentaram seus investimentos em wireless nos últimos cinco anos.
A tendência deve continuar, com 82% das empresas prevendo novos aumentos de orçamento nos próximos anos.
Efeito multiplicador no negócio
O relatório aponta um efeito multiplicador dos investimentos em redes sem fio. No Brasil, 82% das empresas relatam ganhos de eficiência operacional, enquanto 84% indicam aumento na produtividade dos colaboradores e maior engajamento dos clientes.
Além disso, 72% das organizações brasileiras afirmam que os investimentos em wireless já geram impacto positivo direto na receita.
“A força de trabalho corporativa está evoluindo para equipes híbridas, compostas por humanos, agentes de IA e sistemas automatizados, todos operando juntos na velocidade das máquinas. O Wi-Fi é a base que torna isso possível, conectando cada endpoint, protegendo cada interação e liberando insights operacionais que impulsionam decisões mais inteligentes em todo o negócio”, afirma Anurag Dhingra, Vice-Presidente Sênior & General Manager de Conectividade empresarial & Colaboração da Cisco. “No momento, a IA é, ao mesmo tempo, a maior oportunidade e o maior teste para as redes corporativas.”, completa Dhingra.
O paradoxo da IA nas redes sem fio
Apesar de impulsionar inovação, a inteligência artificial também aumenta a complexidade operacional e os riscos de segurança. Esse cenário, descrito como “paradoxo da IA no wireless”, pode se tornar tanto um desafio quanto uma vantagem competitiva, dependendo da estratégia adotada pelas empresas.
Segundo o estudo, organizações que conseguem equilibrar automação, segurança e capacitação têm até quatro vezes mais chances de obter retornos expressivos sobre seus investimentos em redes sem fio.
Automação e eficiência operacional
A automação orientada por IA surge como um dos principais caminhos para lidar com a complexidade crescente. Empresas que já utilizam esse modelo relatam ganhos significativos de produtividade, com economia média de mais de três horas por profissional de TI por dia.
Esse cenário pode representar a recuperação de mais de 850 horas anuais por profissional, permitindo que as equipes deixem atividades operacionais repetitivas e foquem em iniciativas estratégicas.
Desafios de segurança e talentos
O estudo também aponta que incidentes de segurança relacionados à IA têm gerado impactos financeiros relevantes. Mais da metade das empresas globalmente relatam prejuízos, com parte significativa superando US$ 1 milhão por ano.
Outro desafio é a escassez de profissionais qualificados. No Brasil, 91% dos líderes de redes sem fio enfrentam dificuldades na contratação, o que pode elevar custos com incidentes de segurança em até 70%.
Modernização e novas tecnologias
A pesquisa indica ainda que as empresas estão acelerando a adoção de novas tecnologias, como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, com foco em atender às demandas de conectividade e suportar ambientes cada vez mais complexos e distribuídos.
Com isso, as redes sem fio passam a desempenhar um papel central na transformação digital e na competitividade das organizações.





