A LWSA divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 com crescimento de duplo dígito em indicadores operacionais e financeiros. Segundo a companhia, o período marcou a melhor geração de caixa para um primeiro trimestre em sua história.
O GMV do ecossistema da empresa, indicador que considera operações transacionadas em lojas próprias e marketplaces por meio de ERP e integradores, atingiu R$ 20,3 bilhões no 1T26, alta de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025. Considerando apenas assinantes da plataforma de e-commerce, excluindo clientes de integração de marketplaces da Ideris, o crescimento foi de 15,9%.
Receita e lucro avançam no trimestre
A Receita Líquida Consolidada da LWSA somou R$ 362,8 milhões no trimestre, crescimento de 10% na comparação anual. No segmento de Commerce, a Receita Operacional Líquida avançou 14,3%, passando de R$ 229,2 milhões para R$ 262,1 milhões.
A Receita Líquida de Assinaturas de Plataforma registrou crescimento de 18,9%, impulsionada pela expansão de 7,7% da base de assinantes pagantes, que alcançou 211 mil clientes, além do aumento de 10,4% no ARPU da base existente.
De acordo com a companhia, os resultados refletem maior adoção de soluções do ecossistema e avanço das estratégias de up-selling entre lojistas.
O EBITDA Ajustado atingiu R$ 91 milhões, alta de 28,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A Margem EBITDA Ajustada chegou a 25,1%, expansão de 3,6 pontos percentuais.
Já o Lucro Líquido foi de R$ 21,5 milhões, crescimento de 45,3% na comparação anual. Considerando ajustes relacionados a planos de opções de ações, amortização de intangíveis, earnouts de aquisições e impostos diferidos, o Lucro Líquido Ajustado totalizou R$ 54 milhões.
Operação financeira e geração de caixa ganham força
O TPV da operação de pagamentos cresceu 10,1% no trimestre, alcançando R$ 2,2 bilhões. Segundo a LWSA, o desempenho foi impulsionado pela maior penetração das soluções financeiras no ecossistema da companhia e pelas sinergias entre empresas adquiridas.
O Fluxo de Caixa Livre após Capex chegou a R$ 80,6 milhões no 1T26, revertendo o consumo de caixa registrado no mesmo período do ano anterior e representando uma margem FCF de 22,2%.
De acordo com a empresa, os resultados refletem ganhos contínuos de eficiência e alavancagem operacional.
“Mesmo em um cenário mais desafiador, seguimos ampliando os índices de penetração dos produtos do ecossistema, especialmente pagamentos e logística, o que sustentou a manutenção do crescimento em duplo dígito da Companhia. O desempenho do trimestre reflete a qualidade do nosso posicionamento no e-commerce, a resiliência do modelo de receitas recorrentes e a solidez financeira da companhia”, afirma Rafael Chamas.





