O Brasil enfrenta um cenário crítico na cibersegurança, com média de 3.711 ataques cibernéticos semanais por organização, um aumento de 29% em relação ao ano anterior. O volume coloca o país acima da média da América Latina e reforça a pressão sobre empresas de diferentes setores.
O setor de Educação aparece entre os principais alvos globais, segundo dados de inteligência de ameaças.
O mais recente Boletim de Inteligência de Ameaças da DANRESA aponta que a “janela de oportunidade” para corrigir vulnerabilidades antes de uma invasão caiu para menos de 10 horas, evidenciando a aceleração dos ataques cibernéticos.
Ciclos tradicionais de atualização ficam defasados
Especialistas da DANRESA alertam que o modelo de correções mensais de segurança, conhecido como “Patch Tuesday”, perdeu efetividade diante do volume atual de ataques.
“Com quase 4 mil tentativas de invasão por semana, a velocidade é a única defesa real. Se uma vulnerabilidade crítica em plataformas como Microsoft SharePoint ou Apache ActiveMQ não for mitigada em até 72 horas, o comprometimento é quase inevitável”, afirma Daniel Porta.
O estudo também destaca o uso de técnicas como Bring Your Own Vulnerable Driver (BYOVD) e ataques direcionados a infraestruturas de borda para desativar mecanismos de proteção antes da invasão.
Nuvem e identidade são alvos de ataques silenciosos
O relatório aponta crescimento de ataques de exfiltração silenciosa em ambientes de nuvem. Criminosos utilizam ferramentas legítimas, como a Graph API, para roubo de dados sem acionar alertas de segurança.
Também cresce o uso de IA-Vishing, técnica de phishing por voz com inteligência artificial, para captura de credenciais em períodos de alta atividade corporativa.
Diante do aumento de 29% nas tentativas de ataque, o relatório recomenda monitoramento contínuo com SOC 24/7, autenticação multifator robusta e automação no processo de correção de vulnerabilidades.
“Em 2026, com o Brasil no centro do alvo global, a cibersegurança deixou de ser uma barreira técnica para se tornar o motor de continuidade dos negócios”, conclui o executivo.





