A Bitshopp, startup brasileira especializada em blockchain e tokenização de ativos, anunciou a nomeação de Paulo Guzzo como seu novo CEO. A chegada do executivo marca uma nova etapa da companhia, que reforça sua estrutura de liderança em meio aos planos de expansão internacional e ao avanço de iniciativas voltadas à integração entre tokenização de ativos e inteligência artificial.
Com mais de 30 anos de experiência no setor de tecnologia para serviços financeiros, Guzzo assume o comando da empresa em um momento estratégico para o negócio. O executivo acumula passagens por organizações como Cielo e Livelo, além de experiência profissional nos Estados Unidos e em países da América Latina.
A nova estrutura executiva mantém Marcos Mocatino, fundador da Bitshopp, na posição de Chief Visionary Officer (CVO), responsável pela estratégia de longo prazo, inovação e desenvolvimento de produtos.
Nova liderança apoia plano de crescimento
Segundo a empresa, a chegada de Guzzo tem como objetivo fortalecer a capacidade de execução da companhia diante das oportunidades geradas pela expansão internacional e pela evolução do mercado de ativos digitais.
Para Marcos Mocatino, a nomeação representa um importante passo no amadurecimento da organização. “A Bitshopp chega a este momento com tecnologia validada à frente do mercado, um time altamente qualificado e clareza sobre o papel que queremos ocupar. Paulo traz ampla experiência no setor financeiro, visão de negócios e capacidade de conduzir operações em ambientes complexos. Como fundador, me sinto honrado em poder trabalhar ao lado de alguém com tanta experiência e respeito no mercado”, afirma Mocatino.
Expansão internacional está entre as prioridades
Entre os principais desafios da nova gestão está a aceleração da presença internacional da Bitshopp. A empresa está estruturando oficialmente sua operação nos Estados Unidos, incluindo a criação de uma subsidiária local para ampliar o relacionamento com clientes, investidores e parceiros estratégicos.
A companhia também avalia ampliar sua atuação em Dubai, considerado um dos principais centros globais para inovação financeira, blockchain e ativos digitais.
Para Guzzo, o momento é favorável para empresas que atuam com infraestrutura para tokenização. “Nos últimos anos, o mercado global de tokenização de ativos vem registrando forte crescimento, impulsionado pela digitalização financeira, avanço regulatório e crescente adoção da tecnologia blockchain. A tokenização começa a ser tratada como infraestrutura vital para o mercado financeiro, e não apenas como uma tese de inovação”, afirma.
De acordo com o executivo, o mercado busca soluções que ofereçam segurança, governança e interoperabilidade para a gestão de ativos digitais e ativos do mundo real. “É exatamente essa combinação que a Bitshopp entrega. Minha missão é contribuir para que a companhia ganhe escala, amplie sua presença internacional e esteja pronta para capturar oportunidades no Brasil e em outros mercados”, diz.
Participação em projetos estratégicos
A Bitshopp tem ampliado sua atuação em iniciativas relevantes do mercado financeiro brasileiro. Recentemente, a empresa foi selecionada, em consórcio com a Laqus, para participar do projeto-piloto de tokenização da ANBIMA, que avalia a aplicação de tecnologias de registros distribuídos na emissão, negociação e liquidação de ativos financeiros.
A companhia também integrou um dos principais consórcios do piloto do DREX, ao lado de Caixa Econômica Federal, Elo e Microsoft, em projeto coordenado pelo Banco Central do Brasil. A iniciativa envolveu testes com ativos tokenizados e uso de blockchain para aumentar a eficiência, a transparência e a rastreabilidade das transações.
Inteligência artificial amplia potencial da plataforma
Além da expansão geográfica, a Bitshopp investe na evolução de sua plataforma por meio da incorporação de recursos de inteligência artificial. A estratégia inclui o desenvolvimento de aplicações para agentes de IA, comércio agêntico, monitoramento de operações e reforço da segurança das transações realizadas no ambiente digital.
A empresa também trabalha na integração de ativos digitais com moedas tradicionais, como real, dólar e euro, além de meios de pagamento já consolidados, como o PIX.
Atualmente, a plataforma opera em modelo white label e permite que empresas criem, emitam, gerenciem e negociem ativos tokenizados sem a necessidade de desenvolver infraestrutura própria baseada em blockchain. A solução atende diferentes tipos de ativos, incluindo recebíveis, imóveis, créditos de carbono, commodities, ouro e instrumentos financeiros estruturados.





