O mais recente Relatório de Inteligência de Ameaças da Check Point Software, produzido pela Check Point Research, revelou que organizações brasileiras sofreram, em média, 3.830 ataques cibernéticos por semana em maio de 2026.
O volume representa alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, colocando o país acima da média global, que foi de 2.055 ataques semanais por organização, com crescimento anual de 2%.
Cenário global segue sob pressão constante
Apesar da queda de 7% no volume global de ataques em relação a abril, os pesquisadores reforçam que o movimento não representa redução real do risco cibernético.
O ambiente segue altamente dinâmico, impulsionado pelo avanço do ransomware e pelo aumento dos riscos associados ao uso corporativo de inteligência artificial generativa.
“Os números de maio mostram que menores volumes de ataques não significam menor risco”, afirma Omer Dembinsky, gerente de Pesquisa de Dados da Check Point Research. “Os cibercriminosos continuam se adaptando, alterando o momento e as técnicas de ataque, em vez de desacelerar suas atividades. À medida que o ransomware ganha escala e a adoção de IA generativa se acelera nas empresas, as organizações precisam assumir que a exposição às ameaças é constante e priorizar estratégias de segurança preventivas e orientadas por IA.”
Setor público é o principal alvo no Brasil
No Brasil, o setor de Governo manteve a liderança entre os mais atacados em maio, seguido por Educação e Serviços Empresariais.
Segundo os pesquisadores, a digitalização acelerada dos serviços públicos e a dependência de ambientes conectados ampliam a superfície de ataque e reforçam a exposição do setor.
Ransomware cresce globalmente
O ransomware registrou 698 incidentes divulgados publicamente em maio, com alta de 48% em relação ao mesmo período de 2025.
Os setores mais afetados foram Serviços Empresariais, bens de consumo e indústria, com atuação destacada de grupos como Qilin, The Gentlemen e DragonForce.
IA generativa amplia riscos corporativos
O estudo também aponta que o uso corporativo de inteligência artificial generativa segue elevando o risco de vazamento de dados.
Um em cada 25 prompts analisados apresentou potencial exposição de informações sensíveis, afetando 91% das organizações avaliadas. Além disso, 22% continham dados potencialmente sensíveis.
América Latina lidera ranking global
A América Latina permaneceu como a região mais atacada do mundo, com média de 3.149 ataques semanais por organização e crescimento anual de 13%.
O relatório destaca que a combinação entre digitalização acelerada e maturidade desigual em cibersegurança segue ampliando a superfície de ataque.




