O Grupo YAMAM, empresa nacional que atua no segmento de engenharia e projetos industriais, reduziu em 94,28% a taxa de cliques em campanhas simuladas de phishing após implementar, em parceria com a PIERSEC e a Beephish, uma estratégia contínua de conscientização e redução de riscos cibernéticos relacionados ao comportamento dos usuários.
O projeto, iniciado em setembro de 2025, buscou ampliar a capacidade dos colaboradores para identificar tentativas de phishing e reduzir a exposição da empresa a ataques que exploram o comportamento humano e a tomada de decisão das equipes.
Antes da iniciativa, o Grupo YAMAM identificava dificuldades dos colaboradores para reconhecer tentativas de phishing e uma percepção limitada dos riscos relacionados ao uso de e-mails, links e arquivos, principalmente em campanhas associadas aos benefícios internos.
Após oito meses de trabalho, a taxa de cliques nas campanhas simuladas caiu de 24,64% para 1,41%. Cerca de 80 colaboradores participaram das campanhas, treinamentos e ações de conscientização realizadas entre setembro de 2025 e maio de 2026.
Conscientização muda comportamento dos colaboradores
Além da redução do indicador, o Grupo YAMAM identificou mudanças na rotina das equipes. Os colaboradores passaram a adotar uma postura mais cautelosa diante de e-mails suspeitos, links e arquivos desconhecidos, além de buscar apoio quando tinham dúvidas sobre determinadas situações.
“Hoje percebemos uma mudança clara no comportamento das pessoas. Os colaboradores estão mais atentos, questionam situações suspeitas, pedem apoio quando têm dúvidas e avaliam com mais cuidado arquivos e links antes de interagir com eles. Ainda temos espaço para evoluir, mas o tema passou a ser tratado com muito mais seriedade dentro da empresa”, destaca Maurício Tavares, gestor de TI do Grupo YAMAM.
Durante o período, as ações evoluíram da conscientização para outras camadas de monitoramento e proteção do ambiente corporativo. O Grupo YAMAM também passou a contar com suporte das equipes técnicas e estratégicas dos parceiros envolvidos no projeto.
“Como se trata de um programa contínuo de mitigação das vulnerabilidades centradas no risco humano, as ações de conscientização, monitoramento e acompanhamento dos indicadores seguem em andamento, com foco na evolução da maturidade em segurança e na redução permanente da exposição a riscos”, reforça o gestor de TI do Grupo YAMAM.
PIERSEC estrutura acompanhamento dos riscos
Segundo Alex Vieira, CEO da PIERSEC, o trabalho começou com uma análise do contexto operacional do Grupo YAMAM e dos principais riscos relacionados ao ambiente corporativo.
“Nosso objetivo era ir além da entrega de tecnologia. Estruturamos um trabalho contínuo de evolução da maturidade em segurança da informação, unindo conscientização, monitoramento e acompanhamento estratégico próximo ao cliente e os resultados foram muito positivos, superaram todas as expectativas iniciais”, afirma Vieira.
Além das campanhas e treinamentos, o Grupo YAMAM passou a contar com uma rotina de reuniões periódicas, análise de indicadores, definição de planos de ação e acompanhamento da evolução da maturidade em segurança cibernética. A metodologia foi conduzida pela PIERSEC por meio do programa Fluxo Guardião.
“Nossa atuação também incluiu monitoramento SOC, gestão de vulnerabilidades e acompanhamento de eventos de segurança por meio da nossa solução PIER360, que funciona como uma central de vigilância cibernética, 24×7, ampliando a capacidade de identificação, tratamento dos riscos e respostas a incidentes no ambiente do cliente”, destaca Vieira.
Beephish destaca papel do fator humano
Para Glauco Sampaio, CEO da Beephish, o caso do Grupo YAMAM mostra a importância de considerar o comportamento dos usuários dentro das estratégias de segurança digital.
“Durante muito tempo, os investimentos em segurança digital ficaram concentrados em tecnologia, enquanto o usuário seguia exposto no dia a dia da operação. Quando a empresa passa a acompanhar de perto o comportamento, contexto e percepção de risco de forma contínua, o colaborador deixa de atuar apenas como alvo e passa a contribuir ativamente para a redução da exposição da empresa”, afirma o CEO da Beephish.
Segundo o Grupo YAMAM, a evolução das campanhas e do acompanhamento contínuo também contribuiu para ampliar a atenção das equipes em relação a e-mails, links e arquivos antes da tomada de decisões potencialmente arriscadas.
A mudança alcançou ainda a cultura interna da organização. A segurança digital passou a ocupar mais espaço nas discussões das equipes e lideranças, enquanto as ações de conscientização deixaram de ser pontuais e passaram a integrar uma estratégia contínua de prevenção e redução de riscos.
“A evolução da cultura de segurança acontece quando existe um trabalho contínuo, capaz de atuar tanto na conscientização quanto na redução de vulnerabilidades e na resposta aos riscos identificados ao longo de toda a operação”, resume Alex Vieira.





