A Veeam Software alerta para a ampliação da superfície de ataque corporativa com a adoção de plataformas de produtividade, sistemas de identidade e agentes de inteligência artificial. Nesse cenário, o comprometimento de uma identidade pode ultrapassar o acesso inicial e atingir e-mails, arquivos, aplicações e políticas de segurança.
Segundo Marcio de Freitas, gerente de Engenharia de Sistemas da Veeam Software Brasil, o cenário envolve tanto identidades de funcionários quanto aplicações e agentes de IA que operam de forma autônoma e podem receber privilégios elevados. A falta de visibilidade sobre essas identidades não humanas pode facilitar a propagação de um incidente por ambientes de e-mail, arquivos, aplicações de software como serviço (SaaS) e políticas de segurança.
“O problema não começa necessariamente com um ataque sofisticado. Uma credencial comprometida pode ser suficiente para ampliar o acesso dentro do ambiente e transformar um incidente pontual em uma interrupção de grandes proporções”, explica Freitas.
Recuperação depende da resiliência dos dados
Para a Veeam, a recuperação após um incidente precisa considerar mais do que a restauração de caixas de e-mail ou arquivos. O processo também envolve restabelecer permissões, preservar o contexto das informações e recuperar as condições de conformidade existentes antes do incidente.
A companhia vem ampliando sua abordagem para ambientes de produtividade e sistemas de identidade com o uso de inteligência de dados por meio do Veeam Intelligent ResOps. A proposta é fornecer contexto sobre informações sensíveis, acessos e a forma como agentes de IA estão consumindo dados, apoiando decisões de recuperação e governança.
Agentes autônomos ampliam desafios de segurança
O avanço da IA também amplia a discussão sobre confiança e segurança. Em painel com a SecuritiAI, a Veeam abordará os desafios relacionados à adoção empresarial de agentes autônomos e à necessidade de estabelecer controles sobre dados, identidades e sistemas de IA.
À medida que esses agentes passam a executar tarefas e tomar decisões com menor intervenção humana, segurança de dados, gestão de identidade e acesso e segurança de IA passam a estar diretamente relacionadas. A interação entre essas áreas define quais informações os agentes podem acessar, em nome de quem podem operar e quais ações estão autorizados a executar.
“A confiança passa a ser uma condição para a escala da IA nas empresas. Quanto maior a autonomia dos agentes, maior a necessidade de entender os dados aos quais eles têm acesso, as identidades que utilizam e os limites de sua atuação”, afirma Freitas.





