A Alloha Giga+, operadora de telecomunicações com presença em 22 estados e cerca de 1,7 milhão de clientes residenciais e 5 mil corporativos, intensificou sua estratégia de segurança de rede para sustentar o ciclo de expansão nacional. A companhia conta com o apoio da Huge Networks para mitigar ataques DDoS que chegam a picos de 600 Gb de tráfego malicioso.
O movimento ocorre em meio a um processo de crescimento via fusões e aquisições, que envolveu a integração de mais de 20 provedores regionais e a incorporação de novos polos operacionais, ampliando a complexidade da infraestrutura e da proteção contra ameaças cibernéticas.
Expansão e aumento da superfície de ataque
Fundada em 2014, a Alloha Giga+ iniciou as operações com banda larga via rádio e, ao longo da expansão pelo Nordeste, migrou para fibra óptica, ampliando também a atuação no segmento B2B e no atendimento a ISPs regionais.
A partir de 2022, a empresa entrou em um novo estágio de consolidação no mercado brasileiro de telecom, adicionando ao menos seis novos polos por meio de fusões e aquisições. O crescimento acelerado elevou também a superfície de ataque e a exposição a incidentes de segurança.
“Somos um gigante no segmento de telecom, com forte presença B2C e B2B e uma atuação muito capilarizada pelo país”, resume Anderson Carneiro, coordenador de Redes e Segurança da Alloha Giga+. “Isso também nos torna um alvo natural para ataques, especialmente por atendermos muitos ISPs regionais.”
Backbone sob pressão e parceria estratégica
A parceria com a Huge Networks começou há cerca de oito anos, em um momento em que a infraestrutura interna já não suportava o volume de ataques DDoS direcionados ao backbone da operadora.
“Enfrentávamos ataques diretamente no backbone e as ferramentas internas já não seguravam o volume de incidentes. A volumetria era alta o suficiente para saturar nossas bordas com frequência”, lembra Carneiro.
Segundo ele, a escolha por um parceiro de mitigação DDoS considerou qualidade do suporte, robustez da infraestrutura e competitividade de preço.
“Desde o início, a Alloha chegou com um perfil de tráfego muito desafiador”, afirma Erick Nascimento, CEO da Huge Networks. “Falamos de uma operadora nacional, com dezenas de redes regionais e um volume de ataques distribuído por vários pontos do país. Isso exigiu da Huge um nível de monitoramento contínuo e de capacidade de mitigação compatível com esse crescimento.”
Ataques de 600 Gb e mitigação em tempo real
Com presença em diversos estados e uma base extensa de ISPs, os ataques DDoS fazem parte da rotina da operadora, especialmente em períodos de grandes eventos de tecnologia e mercado, como a Abrint.
“Os ataques DDoS são recorrentes e costumam aumentar bastante em épocas de eventos de segurança e tecnologia, como a Abrint”, relata Carneiro. “Hoje somos um dos clientes com maior volume de incidentes DDoS regionalizados na base da Huge. Graças à parceria, conseguimos mitigar esses ataques de forma eficaz, evitando impactos tanto para nossos clientes quanto para nossa rede.”
Entre 2023 e 2024, um cliente da Alloha protegido pela camada de segurança da Huge foi alvo de um ataque de aproximadamente 600 Gb de tráfego malicioso.
“Sem mitigação, um ataque desse porte teria impacto direto no backbone e poderia afetar uma parcela relevante da nossa base”, explica o coordenador. “Com a solução da Huge, conseguimos absorver e tratar esse volume sem que a operação sentisse o baque.”
Para a Huge, a escalada acompanha o próprio crescimento do negócio. “À medida que a Alloha amplia sua base de clientes e o tráfego, a superfície de ataque aumenta na mesma velocidade. Nosso papel é garantir que a infraestrutura de mitigação cresça junto, de forma transparente para o cliente final”, comenta Nascimento. “Trabalhamos com detecção em tempo real, infraestrutura distribuída no Brasil e uma equipe 24×7 que fala a mesma linguagem dos times técnicos da Alloha.”
Segurança como pilar da expansão
Com a consolidação da parceria, a operadora registrou redução de custos com ferramentas internas e passou a explorar novas frentes de receita com serviços de proteção DDoS. A empresa também implementou communities de mitigação para ISPs, permitindo maior controle sobre o direcionamento do tráfego à camada de proteção.
“Quando passamos a fornecer essas communities para os ISPs, o volume de ataques efetivos começou a cair, porque conseguimos organizar melhor a entrada do tráfego na camada de proteção”, explica Carneiro.
A cada nova aquisição, a padronização da segurança de rede passou a ser prioridade estratégica.
“Com a expansão das redes oriunda de aquisições, tornou-se necessário ampliar a segurança que os novos polos ainda não tinham”, explica Carneiro. “Não foi só o backbone incorporado que sofreu melhoria. Os clientes agregados também passaram a ser protegidos, o que eleva o nível de serviço entregues por essas operações.”
“A empresa contribuiu para a proteção das redes que vieram com a expansão e também para o aumento de receita com contratações de proteção DDoS feitas diretamente conosco”, diz o coordenador.
Visão estratégica de longo prazo
Com planos de seguir crescendo por meio de novas fusões e aquisições e avaliando movimentos estratégicos como um possível IPO, a Alloha Giga+ trata a segurança cibernética como elemento central na geração de valor.
“Com novas aquisições ou fusões, nossa visão é ampliar ainda mais os contratos, assim como fizemos nos últimos anos. Dessa forma, seguimos crescendo e fortalecendo continuamente essa parceria”, explica Carneiro.
Para a Huge, o caso reforça o papel da segurança como diferencial competitivo. “Nosso objetivo é ser o parceiro de segurança que cresce junto com o negócio”, conclui Nascimento. “Quando uma empresa como a Alloha consegue integrar novas redes, manter a qualidade de serviço e ainda transformar segurança em diferencial comercial, isso mostra que estamos no caminho certo.”





