A Leega Consultoria anunciou a contratação de Natsuo Oki e Renata Serra como heads de Inteligência Artificial. A movimentação marca a criação de uma nova frente estratégica voltada à estruturação de uma oferta completa de IA, da governança à execução em escala.
A iniciativa ocorre em um cenário em que a inteligência artificial deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser considerada base operacional nas empresas. Segundo a companhia, muitas organizações ainda enfrentam desafios relacionados à governança, mensuração de retorno e controle de custos.
Estruturação de hub de IA e foco em resultados
“A IA não pode ser apenas um conjunto de testes dispersos. É preciso estratégia, arquitetura, governança e clareza de ROI (Retorno do Investimento)”, afirma Newton Ide, CEO da Leega Consultoria.
À frente da nova unidade, Natsuo Oki será responsável por estruturar a área como um hub de desenvolvimento de agentes inteligentes, automações e soluções com foco em resultados mensuráveis. O executivo tem experiência em projetos de agentes autônomos e soluções conversacionais, além de liderar iniciativas de re-skilling e aumento de produtividade em tecnologia.
Para Oki, o cenário atual exige maturidade na adoção de IA. “A inteligência artificial hoje é commodity. As ferramentas estão disponíveis para todos. O diferencial não está no acesso à tecnologia, mas na capacidade de entender o negócio, arquitetar soluções que funcionem em produção e entregar ROI mensurável”, diz.
Ele também destaca a necessidade de controle financeiro. “Muitas organizações não incluíram IA no orçamento formal. Falamos muito de redução de custos, mas, sem governança, o consumo de modelos, tokens e licenças pode crescer de forma descontrolada. É preciso gestão financeira, não apenas entusiasmo tecnológico.”
AI Office e governança corporativa
Renata Serra assume a liderança do AI Office, estrutura dedicada a organizar a adoção de inteligência artificial de forma planejada e segura. Com mais de 35 anos de experiência, a executiva atuou em empresas como Banco BS2, BTG Pactual, McKinsey & Company e Embrapa.
“A IA generativa democratizou o acesso à tecnologia. Mas, sem diretrizes claras, surgem riscos como dispersão de esforços, aumento de custos não monitorados e até vazamento de informações por uso inadequado de ferramentas públicas”, explica Renata.
Segundo a executiva, o chamado “shadow AI” ainda é um desafio relevante nas organizações. “O AI Office organiza essa jornada. Ele estrutura o pipeline de casos de uso, define critérios de priorização, estabelece políticas corporativas, conduz a gestão de riscos, projeta uma arquitetura segura e acompanha métricas de valor. Cada iniciativa precisa estar conectada a metas organizacionais claras e a retorno mensurável.”
Crescimento e reposicionamento da empresa
A nova unidade integra o plano de crescimento da Leega, que projeta expansão de 30% em 2026. A empresa encerrou 2025 com faturamento de R$ 147 milhões e estima superar R$ 190 milhões neste ano, com contribuição relevante da frente de IA.
Para Flávio Camargo, diretor comercial da companhia, a iniciativa representa uma mudança estrutural. “A Leega construiu uma base sólida em engenharia de dados e tecnologia. Com Natsuo Oki e Renata Serra, avançamos significativamente e estruturamos uma oferta completa. Não é apenas expansão; é transformação estrutural. Nosso propósito é ampliar o potencial humano por meio da inteligência artificial.”





