O aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos e a escassez de profissionais especializados têm impulsionado a adoção de serviços gerenciados de segurança por empresas de diferentes portes. Com ameaças cada vez mais rápidas, automatizadas e apoiadas por inteligência artificial, organizações buscam modelos de monitoramento contínuo para ampliar a capacidade de prevenção e resposta a incidentes.
Dados do relatório Cyberthreats Report H2 2025, da Acronis, mostram que os ataques por e-mail cresceram 16% por organização e 20% por usuário em relação ao ano anterior. O estudo também aponta que o phishing permanece como a principal porta de entrada para invasões, sendo responsável por 83% das ameaças distribuídas por e-mail. Já os ataques direcionados a plataformas de colaboração aumentaram de 12% para 31% entre 2024 e 2025, indicando a expansão da superfície de ataque nas empresas.
Velocidade das ameaças exige resposta permanente
Outro fator que tem impulsionado esse movimento é a redução do tempo disponível para conter ataques. Segundo o Cyber Threat Report, da SonicWall, grupos cibercriminosos conseguem explorar vulnerabilidades em até 48 horas após a divulgação pública das falhas, reduzindo a eficácia de estratégias baseadas apenas em ações reativas.
Nesse cenário, cresce a procura por serviços especializados que oferecem monitoramento 24 horas por dia, inteligência contra ameaças, análise contínua de eventos e resposta a incidentes.
“A terceirização da proteção digital tem se consolidado como uma estratégia para ampliar a capacidade de defesa, reduzir o tempo de detecção de ameaças e garantir maior visibilidade sobre os riscos que afetam os negócios”, comenta Rogério Moraes, CEO da Esy.
Inteligência artificial amplia complexidade dos ataques
Segundo Rogério Moraes, o perfil das ameaças também vem mudando, com criminosos priorizando ataques mais direcionados e sofisticados. “Percebemos, cada vez mais, que criminosos têm abandonado campanhas massivas em favor de ações mais direcionadas, explorando vulnerabilidades específicas e utilizando recursos de inteligência artificial para ampliar a eficiência das ofensivas digitais. O movimento aumenta a necessidade de monitoramento constante e respostas rápidas por parte das organizações”, destaca.
Para o executivo, a combinação entre tecnologias de segurança, monitoramento contínuo e equipes especializadas vem se consolidando como um dos principais pilares das estratégias de cibersegurança corporativa, permitindo às empresas aumentar sua resiliência diante de um cenário de ameaças cada vez mais complexo.





