Diante do avanço da computação quântica, a Futurex, empresa global especializada em segurança criptográfica e Hardware Security Modules (HSMs), está desenvolvendo soluções voltadas para a era da criptografia pós-quântica.
A iniciativa ocorre em um cenário em que o chamado Q-Day, marco da transição na infraestrutura criptográfica, antes previsto para 2030, já é antecipado por algumas empresas para 2029.
HSMs já suportam algoritmos pós-quânticos certificados
A Futurex trabalha com novos modelos de HSMs que já suportam algoritmos pós-quânticos certificados pelo NIST (National Institute of Standards and Technology).
Essas soluções oferecem APIs e métodos que permitem gerar chaves, criptografar dados e realizar assinaturas digitais com base nos novos padrões de segurança, preparados para resistir a ataques de próxima geração.
CryptoHub unifica infraestrutura de segurança
Dentro do portfólio da empresa, o CryptoHub se destaca como uma plataforma que redefine o uso de módulos de segurança de hardware.
A solução substitui múltiplos sistemas independentes por uma arquitetura unificada, com foco em simplificação, redução de custos de integração e aceleração do time to market, sem comprometer os requisitos de segurança.
O CryptoHub também atende demandas do setor financeiro, protegendo processadores de pagamento, apoiando bancos digitais no gerenciamento de identidade e auxiliando corretoras de criptoativos na proteção de carteiras por meio de infraestrutura de chave pública (PKI).
Risco de vulnerabilidade cresce com avanço quântico
“A necessidade de adaptação surge porque grande parte da infraestrutura digital depende de algoritmos criptográficos que poderão se tornar vulneráveis com o avanço da computação quântica. “Esses algoritmos são amplamente utilizados em serviços de nuvem, aplicações corporativas, plataformas de e-commerce e sistemas financeiros para garantir a troca segura de chaves e a proteção de dados”, diz Rafael Silva, diretor técnico da Futurex no Brasil.
Segundo o executivo, o impacto de uma vulnerabilidade pode ser em cascata, afetando múltiplos serviços e organizações que dependem dessas camadas de proteção.
“Interceptar agora, decifrar depois” é risco crescente
Um dos principais alertas do setor é o modelo de ataque conhecido como “interceptar agora, decifrar depois”, no qual dados criptografados são armazenados hoje para serem quebrados futuramente com capacidade computacional quântica.
Esse cenário amplia a preocupação com dados sensíveis de longo prazo, especialmente em setores como financeiro, comunicação e infraestrutura digital.
Q-Day pode se aproximar mais rápido do que o previsto
Estimativas anteriores indicavam o Q-Day por volta de 2035, com base em estudos que apontavam que parte dos especialistas acreditava na quebra de padrões como o RSA-2048 até essa data.
Mais recentemente, projeções passaram a sugerir a possibilidade de antecipação para 2029, impulsionadas pelo avanço acelerado da computação quântica e das pesquisas na área.
Preparação antecipada como estratégia de segurança
Com suporte a algoritmos pós-quânticos, a Futurex afirma permitir que empresas iniciem desde já testes e planejamento de transição.
A proposta é garantir que aplicações, transações e dados digitais mantenham níveis de proteção adequados mesmo diante da evolução da capacidade computacional e das novas ameaças associadas à computação quântica.





