A adoção de computação em nuvem entra em uma nova etapa. Após um período marcado pela migração acelerada para ambientes públicos, grandes organizações passaram a analisar com mais profundidade onde cada workload deve operar. Além de escala e velocidade de provisionamento, fatores como previsibilidade de custos, soberania de dados, segurança, baixa latência, governança e suporte a aplicações críticas e projetos de inteligência artificial passaram a influenciar as decisões.
Para a TIVIT, multinacional do Grupo Almaviva especializada em soluções digitais, esse movimento reflete o amadurecimento das estratégias de cloud computing. Embora a nuvem pública continue sendo importante para elasticidade, experimentação e consumo variável, workloads sensíveis, regulados ou intensivos em dados vêm impulsionando a adoção de ambientes privados, dedicados e híbridos.
Cresce a demanda por nuvem privada
A tendência já é percebida na base de clientes da TIVIT. Nos últimos 12 meses, a empresa registrou crescimento de 20% nos projetos de nuvem privada, ambientes dedicados e modelos cloud-at-customer, principalmente em aplicações críticas, reguladas ou com grande volume de dados.
Segundo a companhia, a nuvem privada moderna se diferencia da infraestrutura tradicional por operar como uma plataforma, com catálogo de serviços, APIs, automação, governança, transparência de custos e capacidade para suportar aplicações legadas e modernas no mesmo ambiente.
“A nuvem pública segue essencial para elasticidade, velocidade de provisionamento e acesso rápido a serviços nativos. Mas existem workloads em que previsibilidade de custo, baixa latência, proximidade dos dados, soberania e performance mais determinística passam a ter um peso maior na decisão. Mais do que uma discussão de custo, é uma discussão sobre controle, risco e valor entregue”, afirma Carlos Maia, Diretor de Cloud Solutions da TIVIT.
Soberania de dados ganha relevância
A preocupação com soberania de dados também tem influenciado as estratégias corporativas. De acordo com o Enterprise Cloud Index 2026, estudo global conduzido pela Nutanix com executivos das áreas de cloud, TI e engenharia, 80% das organizações consideram a soberania de dados uma alta prioridade nas decisões de infraestrutura. Além disso, 57% afirmam ter necessidade de operar seus ambientes dentro de um único país devido a preocupações relacionadas à segurança e proteção de dados.
Na operação da TIVIT, a nuvem privada funciona integralmente sob a legislação brasileira, com armazenamento de dados em território nacional, equipes locais e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Esse modelo tem atraído empresas que trabalham com informações sensíveis, aplicações críticas, analytics estratégicos e demandas de baixa latência, além de organizações que enxergam a previsibilidade operacional como diferencial competitivo.
Inteligência artificial amplia exigências de infraestrutura
Outro fator que impulsiona a adoção de arquiteturas híbridas é o avanço da inteligência artificial. Segundo a TIVIT, projetos que utilizam dados proprietários, inferência contínua e processamento com GPUs exigem uma análise mais ampla da infraestrutura.
Nesse cenário, o desempenho depende não apenas da capacidade computacional, mas também da integração entre rede, armazenamento, segurança e operação.
“A melhor resposta nem sempre está em um único ambiente. Em muitos casos, ela está na combinação entre nuvem pública, privada e arquiteturas híbridas, com uma análise técnica e de negócio para definir o ambiente mais adequado para cada aplicação. Essa mudança coloca arquitetura, governança e valor de negócio no centro da decisão”, explica Maia.
Infraestrutura passa a ser tratada como plataforma
Para a TIVIT, o crescimento da inteligência artificial e das aplicações críticas exige que a nuvem privada seja operada como plataforma, com recursos de observabilidade, automação, governança e modelos de sustentação capazes de antecipar falhas, reduzir incidentes e garantir alta disponibilidade.
Segundo a empresa, o debate sobre infraestrutura também chegou ao nível executivo, deixando de ser uma discussão exclusivamente técnica.
“Essa discussão passou a chegar mais rápido ao C-level porque deixou de ser apenas uma decisão de infraestrutura. Ela envolve custo, risco, soberania, continuidade operacional e capacidade de escalar tecnologia com governança. As empresas que avançarem mais rápido serão aquelas capazes de transformar infraestrutura em plataforma, com catálogo, automação, políticas claras e transparência de custos”, conclui o executivo.





