Um estudo da Cohesity revela que 79% das instituições financeiras que sofreram ataques cibernéticos nos últimos 12 meses pagaram resgate aos criminosos para recuperar seus sistemas. A pesquisa ouviu 390 tomadores de decisão das áreas de tecnologia e segurança em grandes empresas da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia e aponta o aumento da pressão sobre o setor para fortalecer suas estratégias de resiliência cibernética.
Segundo o levantamento, 77% das organizações financeiras já foram vítimas de ataques cibernéticos, enquanto 57% registraram incidentes apenas no último ano. O estudo também mostra que 87% das empresas afetadas tiveram perdas diretas de receita e 93% enfrentaram impactos regulatórios ou legais após os ataques.
Pesquisa aponta excesso de confiança diante do aumento dos ataques
Apesar da frequência dos incidentes, o estudo identifica uma diferença entre a percepção das empresas e a realidade enfrentada. Mesmo com uma em cada quatro organizações sendo atacada repetidamente, 46% dos entrevistados afirmam ter total confiança em suas estratégias de resiliência.
A pesquisa também destaca o crescimento do uso da inteligência artificial como ferramenta de defesa. Para 39% dos executivos entrevistados, a tecnologia terá papel central na detecção de ameaças, na automação das respostas a incidentes e no suporte às equipes dos centros de operações de segurança (SOC).
Estratégia prioriza continuidade do negócio após ataques
Diante da dificuldade de impedir completamente ataques cibernéticos, o estudo aponta a adoção do conceito de Minimum Viable Company (MVC), ou Organização Mínima Viável. A estratégia consiste em priorizar a recuperação das operações essenciais após um incidente, permitindo que a empresa mantenha suas atividades enquanto o restante da infraestrutura é restaurado.
Como complemento a essa abordagem, a Clavis Segurança da Informação destaca práticas voltadas ao fortalecimento da resiliência digital das organizações. Entre elas estão o treinamento contínuo dos colaboradores, a adoção de autenticação multifator (MFA), o monitoramento em tempo real dos ambientes, a automação de processos de segurança e a manutenção de backups isolados com planos de recuperação previamente testados.
Segundo a empresa, a combinação de tecnologia, processos e conscientização dos usuários tornou-se um fator estratégico para reduzir riscos, acelerar a recuperação após incidentes e garantir a continuidade dos negócios diante do avanço das ameaças cibernéticas.





