A iTProtect, empresa especializada em cibersegurança e serviços gerenciados de detecção e resposta (MDR), desenvolveu uma integração entre o Google SecOps, plataforma de SIEM, e o ManageEngine, sistema de ITSM. A solução automatiza etapas da resposta a incidentes e busca reduzir o tempo de atuação dos analistas dos Centros de Operações de Segurança (SOC).
A iniciativa ocorre em um cenário de aumento na velocidade e na sofisticação dos ataques cibernéticos. Segundo o relatório de ameaças da CrowdStrike de 2026, os ataques conduzidos por inteligência artificial cresceram 89% em 2025, enquanto o tempo necessário para que invasores realizem movimentação lateral em ambientes corporativos caiu para 27 segundos.
Integração automatiza processos do SOC
Antes da implementação, quando uma ameaça era identificada pelo SIEM, um analista precisava abrir manualmente um ticket no sistema de ITSM, inserir as informações relacionadas ao incidente e definir a prioridade do atendimento. O processo consumia tempo e aumentava o risco de inconsistências na classificação dos incidentes.
Com a integração desenvolvida pela equipe de MDR da iTProtect, os alertas gerados pelo Google SecOps passam a criar automaticamente tickets no ManageEngine. Os registros são enriquecidos com informações para investigação, incluindo cliente afetado, servidor envolvido e comandos executados.
A solução também realiza a classificação automática dos incidentes com base no framework MITRE ATT&CK e direciona cada ocorrência ao analista mais adequado, considerando prioridade e disponibilidade.
“O objetivo foi eliminar atividades repetitivas e permitir que nossos especialistas concentrem seus esforços na análise e tomada de decisão. A automação melhora a velocidade da resposta sem abrir mão da expertise humana, que continua sendo essencial para avaliar riscos e impactos ao negócio”, afirma Rafael Oliveira, especialista da equipe de MDR da iTProtect.
MTTD cai para menos de 10 minutos
De acordo com a empresa, o Tempo Médio de Detecção (MTTD), que anteriormente variava entre 30 e 40 minutos, foi reduzido para menos de 10 minutos. O resultado supera o SLA interno de 20 minutos.
A centralização das informações também contribuiu para acelerar os processos de escalonamento entre os diferentes níveis de atendimento do SOC, reduzindo o Tempo Médio de Resolução (MTTR).
Outro recurso da integração é a sincronização bidirecional entre as plataformas. Com ela, atualizações realizadas em uma ferramenta são automaticamente refletidas na outra, reduzindo retrabalho, melhorando a integridade dos dados e ampliando a rastreabilidade dos incidentes.
A automação também permite gerar indicadores estratégicos, como MTTD e MTTR, oferecendo maior visibilidade sobre a eficiência da operação e apoiando a melhoria contínua dos processos.
Solução atende ambientes de alta complexidade
A integração pode beneficiar órgãos públicos que trabalham com grandes volumes de dados sensíveis e ambientes complexos. Segundo a iTProtect, a automação contribui para aumentar a eficiência operacional dos SOCs e a rastreabilidade dos incidentes.
Serviços financeiros, saúde, energia e utilities também estão entre os setores que podem se beneficiar da integração entre Google SecOps e ManageEngine.
Para a iTProtect, a evolução dos SOCs depende da combinação entre automação, inteligência e capacidade humana. A empresa defende que tecnologias de automação e inteligência artificial devem ampliar a atuação dos especialistas, e não substituí-los.
“Acreditamos em um modelo de MDR que combina automação inteligente com proximidade ao cliente. Antes de implementar qualquer tecnologia, buscamos compreender o contexto do negócio, seus ativos críticos e desafios específicos. Esse é o diferencial que garante resultados efetivos e alinhados às necessidades reais de cada organização”, conclui Oliveira.





