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Home Notícias Segurança

Kaspersky aponta ransomware como principal ameaça à educação

Ransomware representa 60% dos ataques analisados no setor, enquanto São Paulo concentra a maioria dos incidentes registrados pela Kaspersky.

IT Section Por IT Section
25/08/2026 - 15:59
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Foto: Canva

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Um levantamento da Kaspersky sobre incidentes de cibersegurança no setor de Educação no Brasil, registrados entre janeiro de 2025 e junho de 2026, aponta o ransomware como a principal ameaça contra escolas e universidades privadas. O malware respondeu por 60% dos ciberataques analisados.

Segundo a pesquisa, falhas básicas de TI, como senhas fracas e sistemas desatualizados, contribuíram para os ataques. Além do bloqueio de sistemas, os criminosos também buscam roubar informações pessoais que podem ser utilizadas posteriormente em golpes.

Entre as principais formas de acesso inicial identificadas estão o comprometimento de contas legítimas, por meio de senhas vazadas, reutilizadas ou compartilhadas, a exploração de sistemas e aplicações desatualizados expostos à internet, ameaças internas e o uso indevido de programas de acesso remoto.

São Paulo concentra 60% dos incidentes

São Paulo registrou 60% dos casos analisados pela Kaspersky. O Rio de Janeiro e Pernambuco aparecem na sequência, com 20% dos incidentes cada.

Embora muitos ataques tenham sido identificados e contidos em minutos ou poucas horas, o processo de investigação, análise forense e recuperação levou, em média, 9,6 horas. Após interromper a atividade criminosa, as equipes ainda precisam determinar quais sistemas foram comprometidos, identificar a origem da invasão, eliminar acessos indevidos e restaurar os serviços com segurança.

“Quando uma instituição de ensino é atacada, o impacto não se limita à interrupção de aulas ou sistemas administrativos. Esses ambientes concentram informações extremamente sensíveis de estudantes, responsáveis e colaboradores. Observamos dinâmicas diferentes entre os setores: nas instituições públicas, os ataques focam em escalação de privilégios e exploração de acessos internos, cenário favorecido pelo uso de redes abertas e máquinas compartilhadas. Já as instituições privadas são o alvo principal de ransomware devido à motivação financeira dos cibercriminosos, que buscam instituições mais propícias ao pagamento de resgates para retomar as operações rapidamente. A segurança digital precisa ser parte essencial da gestão educacional”, ressalta Cristian Souza, especialista em resposta a incidentes da Kaspersky.

Dados de alunos ampliam risco de golpes

Escolas e universidades armazenam informações pessoais de estudantes, responsáveis e colaboradores, incluindo nomes, CPFs, endereços e contatos. Quando esses dados são expostos, criminosos podem utilizá-los para elaborar campanhas de phishing mais convincentes.

Entre as possibilidades estão mensagens falsas sobre mensalidades ou matrículas, criadas para induzir as vítimas a fornecer senhas, informações financeiras e outros dados pessoais.

Outro risco apontado pela análise é o SIM Swap, técnica que envolve a transferência fraudulenta do número de telefone da vítima para um chip controlado pelo criminoso. Com o acesso ao número e a informações pessoais, o atacante pode tentar comprometer contas de e-mail, redes sociais, aplicativos financeiros e serviços pagos.

Sistemas desatualizados aumentam exposição

A análise também identificou a permanência de sistemas desatualizados em ambientes educacionais. Entre os exemplos estão computadores com Windows 10, mesmo após o encerramento do suporte oficial da Microsoft em outubro de 2025, além de servidores com Windows Server 2016 sem as atualizações de segurança necessárias.

A utilização de sistemas antigos amplia a exposição a vulnerabilidades conhecidas e pode dificultar a adoção de ferramentas modernas de segurança. As limitações de compatibilidade também podem tornar mais complexa a investigação técnica depois de um incidente.

Os dados foram obtidos a partir de casos de resposta a incidentes atendidos pelo Global Emergency Response Team (GERT) da Kaspersky em instituições de ensino brasileiras entre janeiro de 2025 e junho de 2026. A empresa ressalta que as estatísticas representam apenas os casos que demandaram atendimento especializado e não correspondem necessariamente à totalidade dos incidentes registrados no setor educacional brasileiro.

Kaspersky recomenda reforço das medidas de segurança

Para reduzir a exposição a ataques, a Kaspersky recomenda que escolas e universidades adotem medidas básicas de proteção e resposta a incidentes.

Entre as principais orientações estão manter sistemas e programas atualizados, utilizar autenticação multifator em e-mails, VPNs e acessos remotos, eliminar contas compartilhadas e restringir privilégios administrativos.

A empresa também recomenda monitorar softwares de acesso remoto, manter backups isolados, testar rotinas de recuperação e estabelecer um plano de resposta a incidentes. A conscientização de alunos, professores e equipes administrativas também é apontada como medida importante para identificar fraudes e proteger credenciais.

Tags: cibersegurançaKasperskyransomware
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