quinta-feira, 27 de agosto de 2026
SIGA-NOS NO GOOGLE NEWS
IT Section - O essencial da TI em um só lugar
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Sem Resultados
Ver todos os resultados
IT Section - O essencial da TI em um só lugar
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Home Notícias Opinião

O problema não é o documento. É o input manual!

Ricardo Costa, Head de Customer Success da NTT DATA, analisa como a IA pode reduzir o input manual e tornar operações de comércio exterior mais eficientes.

IT Section Por IT Section
26/08/2026 - 15:21
A A
0
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

CompartilharPostar

Quando se fala em transformação digital no comércio exterior, a atenção costuma estar voltada para sistemas, integrações, conectividade e novas tecnologias. No entanto, existe um gargalo operacional muito menos visível e que continua presente na rotina de grande parte das empresas: a dependência do preenchimento manual de informações. Todos os dias, profissionais experientes dedicam horas de trabalho à transcrição de dados que já existem em documentos como conhecimentos de transporte, faturas comerciais e registros logísticos. Embora seja uma atividade considerada parte natural da operação, ela traz consequências relevantes para produtividade, qualidade dos dados e capacidade de resposta dos negócios.

O problema raramente está no documento em si. O desafio está em tudo o que acontece ao redor dele.

Cada informação digitada manualmente exige conferência. Cada divergência identificada demanda nova validação. Cada erro encontrado pode gerar retrabalho, atrasos ou a necessidade de revisar etapas subsequentes do processo. Em operações complexas, que dependem de precisão e conformidade regulatória, pequenas inconsistências têm potencial para gerar impactos significativos.

Além disso, existe uma questão que muitas empresas começam a enxergar com mais clareza: o custo de oportunidade.

Profissionais qualificados são contratados para analisar informações, gerenciar riscos, acompanhar operações e apoiar decisões estratégicas. Quando boa parte de seu tempo é consumida por atividades repetitivas de inserção e conferência de dados, o valor potencial desse conhecimento deixa de ser aproveitado plenamente.

Essa é uma das razões pelas quais a discussão sobre inteligência artificial precisa amadurecer.

Nos últimos anos, o debate sobre IA concentrou-se em ferramentas conversacionais e em aplicações voltadas à produtividade individual. Embora essas iniciativas tenham seu valor, os maiores ganhos corporativos tendem a surgir quando a tecnologia é incorporada aos fluxos de negócio, atuando diretamente sobre processos críticos.

No comércio exterior, por exemplo, a questão central não é somente ler um documento. É compreender seu contexto operacional.

Uma informação extraída de um conhecimento marítimo, de um documento aéreo ou de um registro rodoviário precisa ser interpretada, organizada, associada ao processo correto e disponibilizada para validação de forma segura. Sem essa compreensão do contexto, a automação resolve apenas parte do problema.

Por isso, a próxima etapa da transformação digital não será caracterizada apenas pela digitalização de documentos. Ela será marcada pela transformação desses documentos em dados estruturados, conectados e utilizáveis dentro da operação.

Esse movimento também traz uma mudança importante na forma como as organizações enxergam governança. A adoção de inteligência artificial em processos empresariais não pode prescindir de supervisão, rastreabilidade e validação humana. O objetivo não é substituir a capacidade de decisão das pessoas, mas ampliar sua eficiência, reduzindo tarefas repetitivas e aumentando a disponibilidade para análises de maior valor agregado.

À medida que as cadeias globais se tornam mais complexas e o volume de informações cresce, a capacidade de processar dados de forma rápida e confiável deixará de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade operacional.

Nesse cenário, a verdadeira inovação não está em criar mais documentos digitais. Está em reduzir a dependência do input manual que ainda limita a eficiência de grande parte das operações.

A tecnologia mais transformadora não é necessariamente a que aparece mais. Muitas vezes, é aquela que elimina etapas invisíveis, reduz atritos e devolve às pessoas o tempo necessário para fazer aquilo que nenhuma máquina consegue substituir: analisar, decidir e gerar valor para o negócio.

*Por Ricardo Costa, Head de Customer Success da NTT DATA.

Tags: Comércio ExteriorInteligência ArtificialNTT Data
IT Section

IT Section

IT Section é um portal de notícias, artigos, produtos, entrevistas e vídeos sobre tudo o que acontece no mercado de tecnologia.

Veja tambémArtigos

Foto: Divulgação
Opinião

O gestor do futuro liderará pessoas e agentes de IA

Foto: Divulgação
Opinião

Quando a velocidade do atacante supera a velocidade da empresa

Foto: Divulgação
Opinião

TI sob pressão: o que está travando a produtividade nas empresas

Foto: Divulgação
Opinião

Resultados rápidos versus resultados relevantes

Próximo Artigo
Foto: Canva

Escola da Nuvem abre curso gratuito de tecnologia e IA

Por favor, faça login para comentar

Categorias

  • Casos de sucesso
  • Entrevistas
  • Negócios
  • Notícias
  • Opinião
  • Produtos
  • RH
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Arquivo
  • Erramos
  • Home
  • Política de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Sobre

IT Section © 2023 -Todos Direitos Reservados - Powered by ZionLab

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Para saber mais, visite nossa política de privacidade.