quarta-feira, 26 de agosto de 2026
SIGA-NOS NO GOOGLE NEWS
IT Section - O essencial da TI em um só lugar
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Sem Resultados
Ver todos os resultados
IT Section - O essencial da TI em um só lugar
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Home Notícias Opinião

Quando a velocidade do atacante supera a velocidade da empresa

Daniel Porta, CISO da DANRESA, mostra por que a velocidade na correção de vulnerabilidades se tornou um fator crítico para a segurança.

IT Section Por IT Section
25/08/2026 - 15:48
A A
0
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

CompartilharPostar

Durante muitos anos, a gestão de vulnerabilidades seguiu um roteiro relativamente previsível. Uma falha era descoberta, sua gravidade era avaliada, as equipes planejavam uma janela de manutenção e, por fim, a atualização era aplicada. Esse modelo funcionava porque existia uma margem razoável entre a divulgação pública de uma vulnerabilidade e sua exploração pelos criminosos.

Essa lógica mudou.

Hoje, a velocidade tornou-se um dos fatores mais críticos para a segurança cibernética das organizações. O desafio já não é apenas identificar vulnerabilidades, mas conseguir corrigi-las antes que elas sejam transformadas em porta de entrada para um ataque.

Os números deixam essa mudança evidente. O Data Breach Investigations Report (DBIR) 2026, da Verizon — uma das principais referências globais na análise de incidentes de segurança — revelou que, pela primeira vez, a exploração de vulnerabilidades tornou-se o principal vetor inicial de comprometimento em violações de dados, representando 31% dos casos analisados, superando inclusive o uso de credenciais comprometidas. O estudo avaliou mais de 31 mil incidentes, dos quais mais de 22 mil foram confirmados como violações de dados.

O mesmo relatório traz outro dado preocupante: o tempo mediano para aplicação completa de correções chegou a 43 dias, enquanto apenas 26% das vulnerabilidades críticas monitoradas foram totalmente corrigidas pelas organizações avaliadas.

Outro indicador reforça essa tendência. O catálogo Known Exploited Vulnerabilities (KEV), mantido pela Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), reúne exclusivamente vulnerabilidades cuja exploração ativa já foi confirmada em ataques reais. Ao final de 2025, esse catálogo ultrapassou 1.480 vulnerabilidades, refletindo o crescimento contínuo da atividade ofensiva e oferecendo às organizações uma referência objetiva para priorizar suas ações de correção.

Quando analisados em conjunto, esses dados revelam uma mudança importante: o tempo disponível para reagir está diminuindo, enquanto o tempo necessário para corrigir continua elevado em muitas organizações.

Na prática, o maior problema já não é a falta de tecnologia. Ferramentas para identificação de vulnerabilidades evoluíram significativamente nos últimos anos. O verdadeiro desafio está na velocidade com que as organizações conseguem transformar informação em decisão e decisão em ação.

Em muitos casos, o atacante não vence porque possui ferramentas mais sofisticadas. Ele vence porque a organização ainda responde na velocidade dos seus próprios processos.

Essa diferença de ritmo faz com que pequenas decisões do cotidiano passem a ter impacto estratégico.
Um aviso de atualização adiado para evitar a interrupção de uma reunião, uma reinicialização postergada para o fim do expediente ou uma janela de manutenção remarcada para a semana seguinte podem parecer decisões exclusivamente operacionais. No entanto, quando uma vulnerabilidade já possui exploração ativa confirmada, cada hora adicional representa uma janela de exposição para o negócio.

É justamente nesse ponto que muitas organizações ainda analisam o problema pela perspectiva errada.
Atualizações críticas continuam sendo tratadas como um tema exclusivamente da área de TI. Na prática, porém, quando uma vulnerabilidade já está sendo explorada ativamente, a decisão de adiar sua correção deixa de ser uma decisão técnica e passa a ser uma decisão de negócio.

Ao optar por postergar uma atualização crítica, a organização está, conscientemente ou não, aceitando um risco operacional que pode resultar em indisponibilidade de serviços, interrupção da operação, perda de dados, impactos financeiros e danos reputacionais. Essa discussão precisa deixar de estar restrita às equipes técnicas e passar a integrar a agenda da alta administração.

Outro fator amplia ainda mais essa pressão. O Australian Cyber Security Centre (ACSC) vem alertando que a inteligência artificial está aumentando a produtividade dos criminosos cibernéticos ao automatizar atividades como reconhecimento de ambientes, desenvolvimento de campanhas de engenharia social e adaptação de ataques. Embora a IA não substitua a atuação humana, ela reduz significativamente o esforço necessário para escalar operações ofensivas, tornando o tempo um recurso ainda mais valioso para quem está na defesa.

O impacto dessa diferença de velocidade não é apenas operacional. Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2025, o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões. Quanto maior o intervalo entre a identificação de uma vulnerabilidade crítica e sua correção, maior tende a ser a superfície de exposição e, consequentemente, o potencial impacto financeiro para a organização.

A boa notícia é que aumentar a resiliência não depende apenas da aquisição de novas tecnologias.

As organizações mais resilientes são aquelas capazes de reduzir o tempo entre três momentos fundamentais: identificar uma vulnerabilidade crítica, definir sua prioridade e executar sua correção.

A tecnologia continua sendo indispensável, mas precisa estar acompanhada de processos simplificados, critérios claros de priorização, integração entre as áreas envolvidas e autonomia para que as equipes possam agir rapidamente quando uma ameaça exige resposta imediata.

Em outras palavras, a velocidade organizacional tornou-se um controle de segurança tão importante quanto um firewall, uma solução de EDR ou qualquer outra tecnologia de proteção.

Durante muito tempo, a maturidade em segurança foi medida pela quantidade de controles implementados. Hoje, ela também precisa ser medida pela capacidade da organização de identificar riscos, tomar decisões e responder na velocidade que o cenário atual exige.

No fim, a pergunta que conselhos de administração e lideranças executivas deveriam fazer deixou de ser se as atualizações de segurança são importantes.

A pergunta que realmente importa é outra: A sua organização consegue identificar, priorizar e aplicar correções críticas antes que os criminosos transformem uma vulnerabilidade conhecida em um incidente de negócio?

Por Daniel Porta, CISO da DANRESA.

Tags: DANRESAGestão de vulnerabilidadesSegurança cibernética
IT Section

IT Section

IT Section é um portal de notícias, artigos, produtos, entrevistas e vídeos sobre tudo o que acontece no mercado de tecnologia.

Veja tambémArtigos

Foto: Divulgação
Opinião

TI sob pressão: o que está travando a produtividade nas empresas

Foto: Divulgação
Opinião

Resultados rápidos versus resultados relevantes

Foto: Divulgação
Opinião

Telco vs. TechCo: Como a inteligência de software redefine a performance das empresas na era da IoT

Foto: Divulgação
Opinião

Quando a IA entrega a resposta, o que passa a diferenciar o profissional de TI?

Próximo Artigo
Foto: Canva

Kaspersky aponta ransomware como principal ameaça à educação

Por favor, faça login para comentar

Categorias

  • Casos de sucesso
  • Entrevistas
  • Negócios
  • Notícias
  • Opinião
  • Produtos
  • RH
  • Segurança
  • Tecnologia
  • Arquivo
  • Erramos
  • Home
  • Política de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Sobre

IT Section © 2023 -Todos Direitos Reservados - Powered by ZionLab

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Negócios
  • Segurança
  • Opinião
  • Tecnologia
  • Entrevistas
  • RH
  • Produtos
  • Além da TI
Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Para saber mais, visite nossa política de privacidade.