A Conversys IT Solutions lançou a Huddle Cloud, uma plataforma de nuvem híbrida gerenciada que reúne infraestrutura em nuvem, serviços de TI, inteligência artificial (IA) e ferramentas de FinOps. A empresa prevê investir cerca de 10% de seu faturamento na solução ao longo dos próximos dois anos.
Desenvolvida a partir das demandas identificadas junto aos clientes, a plataforma busca simplificar a administração de ambientes tecnológicos, integrando recursos computacionais, redes, segurança, monitoramento e gestão. A solução também permite integrar nuvens públicas e ativos mantidos nos data centers das próprias organizações.
“Construímos a solução praticamente a partir de uma engenharia reversa: começamos pelas necessidades que o cliente tem hoje e, a partir delas, desenhamos a plataforma”, explica Edgar Zattar, CTO de Inovação e Novos Negócios da Conversys IT Solutions. “A ideia é oferecer a infraestrutura de cloud, com uma camada de serviços gerenciados que facilite a operação e dê ao cliente uma visão mais completa do ambiente”, complementa.
IA e FinOps apoiam a gestão da infraestrutura
Entre os recursos da Huddle Cloud estão a visualização 3D da infraestrutura, a interação com inteligência artificial por linguagem natural e as funcionalidades de FinOps, voltadas à análise e à otimização dos gastos com tecnologia.
A IA pode auxiliar na definição da infraestrutura mais adequada para determinada necessidade, enquanto o FinOps identifica oportunidades de ajuste no consumo de recursos. Caso uma empresa utilize apenas parte da capacidade contratada, por exemplo, a plataforma poderá sugerir uma configuração menor e apresentar uma estimativa do impacto financeiro.
A proposta também busca simplificar a contratação de serviços. Em vez de adquirir e administrar separadamente servidores e soluções de segurança, o cliente poderá contratar um serviço com a infraestrutura necessária para seu funcionamento.
“Uma empresa pode contratar, por exemplo, um serviço de segurança sem precisar necessariamente comprar e administrar separadamente os servidores que irão sustentá-lo. Ela contrata o serviço e recebe a infraestrutura necessária para que ele funcione”, explica Zattar. Segundo o executivo, o modelo pode ampliar a autonomia dos gestores e reduzir etapas de aprovação entre diferentes áreas de TI.
Infraestrutura no Brasil e expansão do ecossistema
A Huddle Cloud conta com infraestrutura instalada no Brasil, inicialmente em um data center da Equinix, em São Paulo. A Conversys prevê expandir a operação para uma segunda estrutura no país, com o objetivo de atender empresas que precisam manter seus dados localmente e buscam previsibilidade de custos.
A plataforma também oferece comparação de preços com outros provedores, como Amazon e Google, durante a contratação de máquinas. “Se naquele momento a Amazon estiver mais barata que a gente, isso vai aparecer para o cliente”, afirma Zattar.
Em segurança, a infraestrutura foi submetida a testes de penetração e conta com Web Application Firewall (WAF) e certificados SSL. A Conversys também possui certificação ISO 27.001 e utiliza tecnologias de parceiros como HPE e Juniper.
O marketplace da Huddle Cloud já está disponível, com soluções de parceiros como HPE, Fortinet e Veeam. A empresa pretende ampliar o catálogo conforme a demanda dos clientes e o desenvolvimento do ecossistema.
A plataforma já atende clientes de médio e grande porte, incluindo organizações dos setores financeiro, logístico e hospitalar. Seu desenvolvimento levou cerca de um ano e envolveu aproximadamente 120 profissionais de diferentes áreas da Conversys.
A companhia aposta na demanda por infraestrutura para aplicações de inteligência artificial como um dos fatores para ampliar a adoção da solução. A pressão sobre prazos e custos de servidores e componentes de memória também reforça o interesse por modelos de contratação mensal.
“A janela de oportunidade está aberta. Se a empresa precisa de agilidade na contratação, quer evitar um investimento elevado de capital e prefere transformar essa infraestrutura em uma despesa mensal, a cloud passa a ser uma alternativa estratégica”, conclui o executivo.





