A Check Point Software alerta que a evolução da inteligência artificial (IA) está transformando a forma como as empresas precisam abordar a cibersegurança. Segundo a companhia, à medida que agentes de IA passam a executar tarefas, acessar dados, utilizar APIs e participar de processos de negócio, o controle de acesso deixa de ser suficiente. O monitoramento do comportamento desses sistemas em tempo real passa a ser um componente essencial da estratégia de segurança.
De acordo com a empresa, a governança da IA evolui de um modelo focado apenas em permissões e controle de dados para uma abordagem capaz de acompanhar as ações realizadas pelos agentes inteligentes durante sua operação.
Relatório aponta diferença entre estratégia e capacidade de implementação
O Relatório de Segurança em Nuvem 2026 da Check Point mostra que 77% das organizações já revisaram suas estratégias de segurança em resposta ao avanço da inteligência artificial. No entanto, apenas 26% afirmam possuir uma arquitetura capaz de colocar essas estratégias em prática, indicando uma diferença de 51 pontos percentuais entre planejamento e capacidade de implementação.
Segundo a empresa, outro desafio está relacionado à falta de visibilidade sobre o uso da IA. Apenas 5% das organizações afirmam ter visão completa das ferramentas de inteligência artificial utilizadas em seus ambientes corporativos.
Para a Check Point, essa limitação dificulta a governança, uma vez que agentes de IA podem acessar aplicações, recuperar dados, utilizar ferramentas e executar processos de forma autônoma, ampliando a complexidade da gestão de riscos.
Governança passa a exigir monitoramento contínuo
A empresa destaca que os mecanismos tradicionais de controle de acesso continuam sendo importantes para definir quais recursos podem ser utilizados, mas não garantem que as ações executadas pelos agentes estejam alinhadas aos objetivos da organização.
Segundo a Check Point, um agente de IA pode realizar uma sequência de operações autorizadas e, ainda assim, gerar resultados diferentes daqueles esperados pelo negócio. Por isso, a companhia defende que as políticas de governança sejam complementadas por mecanismos capazes de monitorar continuamente o comportamento desses sistemas durante sua execução.
Como parte dessa estratégia, os especialistas da empresa recomendam que as organizações adotem um modelo operacional baseado na descoberta dos sistemas de IA em uso, transformação das políticas de governança em controles aplicáveis, validação contínua dos agentes inteligentes e monitoramento permanente de seu comportamento para garantir conformidade com as políticas de segurança corporativa.





