A F5 anunciou o lançamento do F5 Workforce AI Security, nova oferta sem agentes de IA que amplia os recursos da F5 AI Security Platform. A solução foi desenvolvida para oferecer aos CISOs visibilidade e controle sobre as atividades de inteligência artificial realizadas pela força de trabalho, incluindo o uso de serviços de IA pelos funcionários e as ações executadas por agentes em nome dos usuários.
O lançamento ocorre em um cenário no qual a adoção de IA nas empresas deixou de se limitar a consultas e solicitações. Assistentes de IA e agentes de programação passaram a acessar sistemas corporativos, utilizar ferramentas, manipular dados e realizar ações com permissões concedidas pelos próprios usuários.
Segundo o Relatório F5 State of Applications 2026, 66% das organizações já permitem que a IA ajuste automaticamente políticas e configurações. Nesse contexto, a expansão do uso de agentes também amplia o acesso a dados, permissões e sistemas corporativos.
Segurança passa a considerar ações dos agentes
Para as equipes de segurança, o desafio envolve não apenas identificar quais serviços de IA são utilizados pelos colaboradores ou quais dados são compartilhados, mas também acompanhar as ações que os agentes podem executar com autorização dos usuários.
“Os funcionários não estão mais apenas fazendo perguntas à IA. Eles estão delegando tarefas a agentes de IA que podem acessar sistemas corporativos, ferramentas de comunicação e alterar dados em seu nome”, disse Kunal Anand, diretor de produtos da F5. “O F5 Workforce AI Security aplica barreiras de proteção baseadas na intenção no caminho da rede para compreender o contexto das interações com a IA, aplicando políticas antes que ações de risco ocorram. Com essa adição, a F5 AI Security Platform oferece às organizações um conjunto único de controles sobre como sua força de trabalho usa a IA, detalhando como os colaboradores criam e implantam a IA, independentemente de onde ela seja executada.”
O F5 Workforce AI Security foi estruturado para oferecer visibilidade e aplicação de políticas sobre diferentes etapas da atividade de IA, desde o acesso dos funcionários a serviços até as ações executadas pelos agentes.
Entre os recursos estão a identificação de serviços de IA utilizados em navegadores e ferramentas de desenvolvimento, com aplicação de controles relacionados a serviço, nível de licença, upload de arquivos e políticas de dados.
A oferta também permite associar interações de IA a usuários e agentes e registrar informações de contexto, como intenção, risco e decisões de política, para apoiar processos de aplicação de regras e auditoria.
Políticas para ferramentas e agentes
Outro recurso permite inspecionar e classificar chamadas de ferramentas em servidores MCP e ferramentas compatíveis com agentes. As políticas podem permitir, bloquear ou modificar ações considerando identidade, risco de acesso e exposição de dados confidenciais antes da execução.
Os controles também podem ser aplicados no caminho das interações em navegadores, CLIs, agentes de codificação, clientes MCP e conjuntos de ferramentas de agentes. A abordagem inclui ferramentas desenvolvidas internamente que acessam APIs de modelos públicos, sem exigir outro cliente de endpoint e com integração a ambientes SASE existentes.
Expansão da plataforma de segurança de IA
A F5 lançou a F5 AI Security Platform em junho de 2026 para reunir recursos de visibilidade, governança, testes e proteção em tempo de execução para ambientes de IA corporativa.
Em agosto, a empresa adicionou recursos de AI Gateway, incluindo o MCP Gateway, para controlar o tráfego e aplicar políticas em aplicações, modelos, agentes e ferramentas de IA. O Workforce AI Security amplia esses controles para o uso da tecnologia pelos funcionários e para as ações realizadas pelos agentes em nome dos usuários.
A estratégia também integra a plataforma de segurança de IA à Application Delivery and Security Platform, conhecida como F5 ADSP. A F5 AI Security Platform atua sobre ambientes corporativos de IA em linha e no caminho de inferência, independentemente de onde a tecnologia esteja sendo executada.
Segundo a empresa, os controles são aplicados no fluxo de solicitações e respostas, sem vinculação a um modelo, aplicação ou conjunto específico de fornecedores. A proposta é centralizar mecanismos para identificar o uso de IA, testar vulnerabilidades, proteger interações em tempo de execução e administrar o acesso de usuários e agentes.





