Ativos digitais como subdomínios, endereços IP, APIs e credenciais podem permanecer expostos na internet sem que as equipes de segurança tenham conhecimento sobre sua existência. A falta de visibilidade amplia riscos operacionais, financeiros, regulatórios e reputacionais para as organizações.
Segundo o Cenário Global de Ameaças 2026, do FortiGuard Labs, o Brasil foi alvo de mais de 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025, concentrando 84% das investidas registradas na América Latina.
Nesse contexto, a Hexa Security, braço de cibersegurança do Grupo MakeOne, lançou o Atlas Intelligence, plataforma voltada ao External Attack Surface Management (EASM). A tecnologia realiza o mapeamento contínuo dos ativos que uma organização expõe externamente na internet e relaciona os achados a sinais de risco.
A proposta é ampliar a visibilidade sobre a superfície digital e fornecer informações que possam ser utilizadas pelas áreas de segurança, risco e governança para acompanhar exposições e definir prioridades.
“A segurança começa antes de existir um incidente. O problema é que muitas empresas ainda trabalham com uma fotografia da sua exposição, obtida em um diagnóstico pontual, enquanto o ambiente digital continua mudando. O Atlas foi criado para transformar essa fotografia em acompanhamento contínuo, mostrando o que está exposto, quais sinais de risco estão associados a esses ativos e onde as equipes precisam concentrar atenção”, afirma Daniel Tieppo, diretor executivo da Hexa Security.
Plataforma monitora mudanças na superfície digital
O Atlas foi desenvolvido para acompanhar uma infraestrutura digital que passa por alterações constantes. A plataforma realiza reconhecimento passivo dos ativos, sem interagir ou tentar acessar os sistemas da empresa.
As informações identificadas são cruzadas com dados de inteligência de ameaças, permitindo acompanhar a exposição externa a partir de uma perspectiva atualizada. A solução combina três frentes, descoberta contínua de ativos, correlação das informações com indicadores de ameaça e organização dos dados para acompanhamento e tomada de decisão.
Em vez de apresentar somente uma relação de ativos identificados, a plataforma contextualiza as exposições e seus respectivos sinais de risco, com informações destinadas tanto às equipes técnicas quanto às áreas responsáveis por risco e governança.
O Atlas não realiza exploração ou tentativa de acesso aos ativos encontrados. O reconhecimento é 100% passivo, e os resultados são apresentados em relatórios sob confidencialidade contratual.
A solução pode ser contratada em diferentes níveis de acompanhamento, desde diagnósticos pontuais até operações gerenciadas por especialistas da Hexa Security.
Segundo Tieppo, essa lógica de hiperpersonalização é o que diferencia o Atlas de soluções genéricas de mercado. “Cada cliente recebe um nível de profundidade e de acompanhamento humano proporcional ao seu risco real, não a um pacote fechado”, explica.
Exposição também entra na governança
Além do monitoramento técnico, a plataforma foi estruturada para organizações que precisam relacionar segurança cibernética a processos de governança e conformidade.
Os relatórios podem apoiar o acompanhamento de riscos e evidências relacionados a referências como LGPD, ISO 27001 e NIST CSF, conforme as necessidades de cada operação.
“Nosso objetivo não é simplesmente entregar uma lista de ativos para a equipe de segurança. É ajudar a transformar exposição em informação acionável. Quando uma organização sabe quais ativos estão visíveis externamente, consegue acompanhar mudanças, priorizar riscos e direcionar recursos de forma mais objetiva. Essa mudança é importante principalmente para empresas que cresceram digitalmente, mas ainda não têm uma visão consolidada de tudo o que está exposto”, explica Tieppo.
Segundo a companhia, o Atlas passa a integrar uma estratégia baseada em visibilidade, observabilidade e governança, além de complementar outras etapas de proteção, do diagnóstico à resposta a incidentes.
Com a plataforma, a Hexa Security amplia sua atuação na identificação contínua da exposição externa em ambientes que envolvem serviços em nuvem, APIs e aplicações conectadas. A proposta é acompanhar alterações na superfície digital e reduzir pontos cegos relacionados ao inventário de ativos.





