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Golpe do falso executivo usa IA para fraudar pagamentos no WhatsApp, alerta Redbelt Security

Redbelt Security identifica fraudes com deepfakes e contas sequestradas para induzir funcionários a realizar transferências.

IT Section Por IT Section
21/10/2026 - 15:28
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Foto: Canva

Foto: Canva

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O golpe do falso executivo ganhou novas estratégias com o uso de inteligência artificial (IA) e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. A Redbelt Security, consultoria brasileira especializada em cibersegurança, identificou tentativas ativas da fraude, na qual criminosos se passam por diretores e outras lideranças para solicitar pagamentos a funcionários de empresas.

Os principais alvos são profissionais das áreas financeira, de compras, de contas a pagar e de assistência executiva, que participam diretamente dos processos de transferência de recursos. A abordagem explora a confiança na identidade de gestores e a pressão para executar operações com rapidez.

Como funciona o golpe do falso executivo

A fraude geralmente começa com uma mensagem enviada de um número desconhecido, muitas vezes com o mesmo DDD da região da vítima. Os criminosos utilizam o nome e a foto autêntica do executivo para tornar a abordagem mais convincente.

A conversa pode começar com uma mensagem simples, como “Bom dia, está ocupado?”, e evoluir rapidamente para uma solicitação de pagamento urgente, fora da programação habitual da empresa. Os dados da conta beneficiária são enviados posteriormente.

A estratégia também envolve pressão psicológica. Os criminosos podem alegar que estão em uma reunião, que não podem atender ligações ou que a operação precisa ser mantida em sigilo. O objetivo é impedir que o funcionário confirme a autenticidade do pedido por outro canal antes de realizar a transferência.

Segundo a Redbelt Security, os valores transferidos podem ser distribuídos entre contas de laranjas em poucos minutos, o que dificulta a recuperação do dinheiro.

Operações policiais realizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Norte identificaram grupos envolvidos nesse tipo de fraude. Em um dos casos, uma indústria sofreu prejuízo de quase R$ 200 mil.

Inteligência artificial amplia os riscos da fraude

O uso de inteligência artificial tornou o golpe do falso executivo mais sofisticado. Entre as técnicas identificadas estão recursos de deepfake, capazes de reproduzir características da voz e da imagem de uma pessoa, além do sequestro de contas legítimas de executivos.

Essas práticas dificultam a identificação da fraude, já que os criminosos podem utilizar elementos reais da identidade dos gestores para convencer os funcionários de que a solicitação é legítima.

Além do uso de IA, mudanças no fluxo habitual de pagamentos representam sinais de alerta. Solicitações urgentes, exigências de sigilo, alterações nos dados do beneficiário e pedidos fora dos procedimentos internos devem ser tratados com cautela.

A tentativa de impedir uma ligação de confirmação também merece atenção, principalmente quando o pagamento é solicitado por um canal diferente do habitual.

Como prevenir golpes pelo WhatsApp nas empresas

A prevenção depende de procedimentos internos claros e da orientação dos funcionários. Uma das principais recomendações é estabelecer que nenhum pagamento seja autorizado exclusivamente por mensagens ou ligações, independentemente do cargo de quem faz a solicitação.

Pedidos fora do padrão devem ser confirmados diretamente com o executivo por meio de um número previamente cadastrado ou presencialmente. A confirmação não deve ser feita pelo mesmo contato utilizado na abordagem suspeita.

Outra medida recomendada é ativar a verificação em duas etapas do WhatsApp nas contas dos executivos. As empresas também devem capacitar os profissionais responsáveis por pagamentos para reconhecer sinais de engenharia social e tentativas de fraude.

Os treinamentos precisam incluir funcionários recém-contratados e assistentes executivos, que também podem ser alvos dos criminosos.

O que fazer após cair no golpe

Se a transferência já tiver sido realizada, a orientação é entrar em contato com o banco imediatamente. Em transações via Pix, a vítima pode solicitar a contestação por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

A rapidez é importante porque os criminosos podem movimentar os valores entre diferentes contas em poucos minutos, dificultando o bloqueio e a recuperação dos recursos.

Também é necessário preservar as evidências da fraude, incluindo capturas de tela da conversa, o número utilizado, os dados da conta beneficiária e outras informações relacionadas à abordagem. O registro de um boletim de ocorrência é outra medida recomendada.

Tags: Golpegolpes WhatsAppRedbelt Security
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